DOENÇAS

 

Leishmaniose mata

 

A Leishmaniose é uma doença fatal para cães. Sua evolução pode ser crônica (lenta) ou aguda (rápida), de difícil diagnóstico e de fácil transmissão, tanto para cães quanto para os humanos.

A Leishmaniose é causada por um parasita, o protozoário Leishmania SP., transmitido principalmente pela picada de flebótomos (insetos) contaminados.

No Brasil, o mosquito transmissor de Leishmaniose é conhecido pó “mosquito-palha” ou “birigui”.Quando um flebótomo pica um cão infectado com Leismaniose, ingere os parasitas juntamente com o sangue do animal.

Os parasitas ingeridos atingem o estômago do mosquito, onde, em aproximadamente 72 horas, se transformam  em formas infectantes. No momento em que o mosquito pica outro cão ou o homem, os parasitas são transmitidos para o novo hospedeiro, disseminado a doença.

O cão é considerado o principal reservatório da doença no meio urbano.

A Leishmaniose  visceral é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma endemia prioritária. Devida a falta de  informação e de prevenção, os focos da leishmaniose visceral canina têm se expandido no Brasil.

Na América Latina, a doença já foi encontrada em pelo menos 12 países, sendo 90% dos casos ocorrem no Brasil.

O Ministério da Saúde, que gerencia o Programa de Controle da Leishmaniose Visceral Canina, recomenda a eutanásia dos cães que apresentam testes sorológicos positivos.

No ser humano, se diagnosticada a tempo, pode ser tratada com grandes chances de recuperação para o paciente.

 

Sintomas mais freqüentes

 Emagrecimento progressivo

Apatia

Febre irregular

Aumento do baço e do fígado

Ferimentos na pela que não cicatrizam

Somente exames complementares parasitológicos, sorológicos ou moleculares podem comprovar o diagnóstico da doença.

Aproximadamente 50% dos cães infectados não apresentam sintomas, dificultando o diagnóstico e o controle da doença.

 

Colaborou Angela Lucrécia Silva Gonçalves - Médica Veterinária -

Agropet - Fone: (71) 3624-2156

E-mail: agropetlitoralnorte@hotmail.com

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Erliquiose Canina

 

O que é a Erliquiose canina?


A Erliquiose canina é uma doença reconhecida como infecciosa severa, potencialmente fatal, que acomete os cães, causada pela Ehrlichia canis, transmitida através do carrapato Rhipicephalus sanguineus, que se caracteriza por redução dos elementos sanguíneos celulares. A Ehrlichia canis foi identificada pela primeira vez no mundo na Argélia em 1935, tendo sido documentada posteriormente em diversos países.
Esta enfermidade é conhecida como Ricketitsiose canina, Febre hemorrágica canina, Enfermidade de los perros rastreros, Tifo canina dos carrapatos, Desordem hemorrágica de Nairobi, Pancitopenia tropical canina; todos esses nomes representam diferentes aspectos da mesma enfermidade.

Como o cão é contaminado?
A transmissão entre animais se faz por intermédio do carrapato vetor da doença, através da inoculação de sangue de um cão contaminado para um cão sadio.
A infecção também pode ocorrer no momento de transfusões sanguíneas, através de agulhas ou instrumentos contaminados.

Quais os sintomas?
Surgem sinais como febre, perda de apetite e de peso, que progridem dependendo do estado imune do animal. Ainda podem ocorrer sangramentos pelo nariz e urina, além de depressão e palidez das mucosas.
Geralmente esses sintomas podem ser atenuados e com a presença de infecções secundarias tais como: pneumonias, diarréias, problemas de pele dentre outras.

Como a doença é diagnosticada?
Mas comumente, faz-se um diagnóstico através da combinação dos sinais clínicos com testes sorológicos realizados em laboratórios ou através da visualização da bactéria em um esfregaço sanguíneo.

Como tratar a Erliquiose?
O objetivo do tratamento consiste na cura dos animais doentes e na prevenção e controle do carrapato, vetor da doença.
A Doxiciclina é a droga de eleição, podendo durar até 21 dias de tratamento. Produtos carrapaticidas utilizados no ambiente e os de uso tópico são bastante eficazes e de grande importância na prevenção da doença.
Vale ressaltar que a doença provocada por outras espécies de Ehrlichia possa ser transmitida ao homem através do carrapato.
A Erliquiose pode ser fatal, principalmente quando não diagnosticada precocemente, retardando o inicio da terapia adequada. Quase todas as espécies de Erliquias podem acometer o homem e causar alguma sintomatologia.

Por Jaqueline Jorge – Médica Veterinária

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