Petrobras tem
segundo vazamento de óleo no mar em 2012
A Petrobras registrou o segundo vazamento de óleo no mar este ano, no último dia
13, desta vez no campo de Barracuda, na bacia de Campos. A área fica a 95
quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro e tem reservatórios no pós-sal
e no pré-sal.
Ao todo foram 30 barris de petróleo (4.770 litros) que chegaram ao mar após o
vazamento em uma tubulação de um dos separadores de produção da plataforma P-43,
instalada no local. O motivo do acidente está sendo apurado.
Há um ano, a empresa anunciou que havia feito duas novas descobertas de petróleo
no campo de Barracuda, em um único poço, uma delas na camada do pré-sal e outra
no pós-sal. Na época, para aproveitar a infraestrutura, a companhia avaliava
interligar o poço perfurado à plataforma P-43, que já operava no campo de
Barracuda.
Segundo a assessoria da Petrobras, a P-43 estava operando apenas no pós-sal.
O primeiro acidente da Petrobras este ano foi no pré-sal da bacia de Santos, no
final de janeiro, durante Teste de Longa Duração da área de Carioca Nordeste,
quando foram despejados 160 barris de petróleo no mar, ou 9,4 mil litros, também
por problemas na tubulação.
CONTROLADO
A Petrobras não deu detalhes sobre o acidente e nem divulgou o ocorrido em seu
site, como faz normalmente. Segundo uma assessora, a notícia só era confirmada
para quem procurava a empresa.
A estatal informou que o vazamento já está controlado e que comunicou
imediatamente o acidente aos órgãos competentes --Marinha do Brasil, Ibama e ANP
(Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
"Imediatamente, a produção neste separador foi interrompida e o vazamento
controlado", disse a empresa em nota.
A ANP confirmou que foi comunicada na manhã do dia 14 e que o vazamento é
considerado pequeno. "A mancha de óleo foi dividida em duas e está sendo
dispersada", informou a agência.
A Petrobras informou ainda que acionou seu plano de emergência, enviando seis
embarcações para o local, sendo quatro de recolhimento de óleo e duas de apoio.
Também de acordo com a nota da Petrobras, no dia seguinte ao acidente a empresa
sobrevoou a região e o procedimento de limpeza foi iniciado. Como o volume e a
fina espessura da mancha inviabilizaram o recolhimento do óleo, foram iniciadas
as ações de dispersão mecânica pelos barcos.
A produção da unidade não precisou ser interrompida, mas apenas reduzida de
cerca de 90 mil para 75 mil barris/dia.
